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Resumo em 10 segundos

El Niño pode intensificar ondas de calor no Brasil — e o país não está pronto ☀️🚨

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Ondas de calor ainda são negligenciadas no Brasil, diz pesquisadora ☀️🧵 A chegada do El Niño pode tornar extremos mais frequentes e perigosos — e o país parece despreparado. Vou explicar por que isso é um problema de saúde pública, social e econômico.

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Não é só desconforto: calor extremo aumenta risco de insolação, desidratação, piora de doenças cardíacas e respiratórias, e até problemas mentais. Grupos mais vulneráveis — idosos, crianças, pessoas em situação de rua e trabalhadores informais — sofrem mais. Isso é uma questão de justiça social.

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A chegada do El Niño eleva a probabilidade de ondas de calor intensas. O problema é que falta integração entre meteorologia e saúde: sem sistemas de vigilância e planos de ação específicos, respostas são reativas e fragmentadas, aumentando danos evitáveis.

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Crítica: a negligência tem raízes institucionais. Falta investimento em prevenção, políticas de adaptação urbana (sombreamento, áreas verdes) e regulação para proteger trabalhadores expostos ao calor. Monopólio de recursos e prioridades desalinhadas deixam comunidades periféricas mais expostas.

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O que serviços de saúde e comunidades podem fazer já: implementar alertas locais, capacitar equipes para reconhecer sinais de insolação, criar abrigos/refúgios de resfriamento em bairros vulneráveis e garantir água e sombreamento em locais de trabalho. Ações simples salvam vidas.

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Reflexão final: se o El Niño trouxer mais extremos e não houver planejamento integrado entre clima e saúde, veremos aumento de doenças evitáveis. Pergunta prática: quais mecanismos locais (prefeitura, saúde, sindicatos) você acha que deveriam ser prioridade neste verão?

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