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Resumo em 10 segundos

🚌 A gratuidade em 134 linhas mudou o transporte coletivo de Ho Chi Minh. Os números impressionam, mas a expansão precisa vir com qualidade e integração.

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Ho Chi Minh viu a demanda por ônibus explodir após zerar a tarifa em 134 linhas subsidiadas 🚌🧵 Em 17 de agosto, foram 340.251 passageiros em um único dia — alta de 104% ante o mesmo período de 2025.

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Para o feriado nacional de 2 de setembro, a cidade vai reforçar a operação: 10 linhas extras de ônibus, 761 viagens adicionais e até 264 viagens de metrô no dia. A projeção é de 280 mil usuários diários, +29% em um ano.

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O detalhe mais relevante: feriados normalmente esvaziam o transporte urbano, com estudantes em férias e famílias viajando. Mesmo assim, a procura cresce. Isso indica que o ônibus deixou de ser apenas alternativa para quem não tem carro ou moto.

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De 1º de julho a 17 de agosto, mais de 13,47 milhões de passageiros usaram os ônibus. A gratuidade reduziu uma barreira concreta no orçamento de quem trabalha, estuda, busca atendimento médico ou circula pela cidade nos fins de semana.

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Mas tarifa zero não resolve tudo sozinha. A média foi de 19,1 passageiros por viagem em 17 de agosto. Com a demanda acelerando, será crucial monitorar lotação, pontualidade, segurança, acessibilidade e conexões eficientes com o metrô.

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Há também uma lição ambiental: cada passageiro atraído para ônibus e metrô pode significar menos motos e carros nas ruas, menos congestionamento e emissões. O ganho, porém, depende de frota confiável e frequência que dispense longas esperas.

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O caso de Ho Chi Minh mostra que política tarifária pode mudar hábitos rapidamente — desde que venha acompanhada de investimento contínuo. Transporte coletivo acessível não é só custo: é infraestrutura para uma cidade mais móvel, menos poluída e mais justa.

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