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Resumo em 10 segundos

Tesla publicou um clipe de 4s do Optimus correndo — e a web comparou com o Figure 03. Vamos destrinchar técnica, promessa e o que realmente importa 🌱🧵

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Tesla divulgou um vídeo curto (4s) do robô humanoide Optimus correndo num laboratório em 2 de dezembro de 2025 — e a comparação com o Figure 03 viralizou 🤖🏃‍♂️🧵. Neste fio vou explicar o que o vídeo mostra, o que falta ver e como avaliar “naturalidade”.

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O que vemos no clipe: deslocamento lateral fluido, passos sincronizados e postura estável. Mas atenção: vídeos curtos e editados escondem contexto. Para julgar naturalidade precisamos de dados brutos — frame rate, velocidade, sensores usados e repetições em ambientes reais.

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Como cientistas medem “gait” humanoide? Usamos métricas simples: velocidade, comprimento de passada, frequência de passos, duty factor (tempo do pé no chão) e estabilidade do centro de massa. Técnicas de controle (torque vs posição) e atuadores com compliance fazem grande diferença.

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Comparando Optimus e Figure 03 (em vídeos públicos): muitos percebem diferenças na fluidez e no balanço. Mas percepções visuais são enviesadas — iluminação, ângulo e pós-produção mudam tudo. O correto é olhar sinais objetivos: ausência de deslize no pé, correção de desequilíbrios e capacidade de continuar por longos trechos.

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Energia importa: correr consome muito mais do que andar. Baterias, eficiência dos motores e gestão térmica limitam autonomia. Se a meta é uso prático (indústria, serviços, assistência), projetar com eficiência energética e reciclagem de materiais é tão crucial quanto o movimento "natural".

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Perspectos sociais: humanoides eficientes podem ampliar acessos (ex.: serviços em áreas remotas) ou criar riscos (substituição de funções). Equipes diversas e políticas públicas ajudam a garantir que tecnologia beneficie mais gente, proteja trabalhadores e regule concentração de poder tecnológico.

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Reflexão final: vídeos impressionam, mas não substituem testes abertos e dados replicáveis. Avaliar quem “corre melhor” exige medidas padronizadas, transparência sobre hardware/software e testes em condições reais. A corrida é só uma etapa — o importante é a utilidade segura e sustentável.

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