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📊 Congresso deve votar LDO e Orçamento de 2027 após as eleições. Mas quem paga o preço de adiar decisões sobre R$ 5 trilhões?

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O Congresso deve votar a LDO e o Orçamento de 2027 só depois das eleições. 🗳️🧵 Em jogo: mais de R$ 5 trilhões em despesas, salário mínimo projetado em R$ 1.741 e as prioridades reais do próximo governo. Adiar é cautela técnica — ou conveniência eleitoral?

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O texto prevê PIB crescendo 2,46%, inflação de 3,6% e Selic média de 12,53% ao ano. Mas uma pergunta incômoda: como crescer de forma inclusiva com juros ainda tão altos, que encarecem crédito, moradia e investimento produtivo?

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A projeção para o salário mínimo é R$ 1.741, alta de 7,4%. Parece uma boa notícia — e pode ser. Mas esse valor acompanhará o custo real de alimentação, aluguel, transporte e energia nas periferias e cidades menores?

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O projeto mira superávit de 0,1% do PIB. Equilíbrio fiscal importa. Só que equilíbrio para quem? O desafio político é evitar que a conta recaia sobre saúde, educação, assistência e investimentos que reduzem desigualdades.

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Mais de R$ 5 trilhões em despesas não são apenas um número gigantesco: definem hospitais, universidades, obras, transição energética, fiscalização ambiental e serviços públicos. Por que uma decisão tão central fica condicionada ao calendário eleitoral?

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Votar depois das eleições pode permitir que o novo cenário político seja refletido no texto. Mas também reduz o debate público durante a campanha. Candidaturas serão cobradas por escolhas concretas de arrecadação, gasto e proteção social?

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Orçamento é política em sua forma mais direta: mostra quem terá prioridade quando o dinheiro público for distribuído. A questão não é só “quanto gastar”, mas quais direitos o país considera inegociáveis depois das urnas.

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