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📊 O primeiro Orçamento do próximo governo projeta saldo positivo de R$ 18,6 bi. O problema é que boa parte da conta depende de previsões bem otimistas. 🧵

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O Orçamento da União de 2027 prevê superávit de R$ 18,6 bilhões — o primeiro saldo positivo desde 2013, tirando o caso excepcional de 2022. Parece uma boa notícia, né? Só que a conta vem carregada de previsões otimistas demais. 📊🧵

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O governo estima receita de R$ 2,849 trilhões, equivalente a 19,3% do PIB. Seria um recorde. O detalhe: mesmo com aumento de impostos nos últimos anos, a arrecadação recente não chegou a 18,5% do PIB.

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Outro ponto é o crescimento: o projeto trabalha com alta de 2,46% na economia em 2027. Já as projeções do mercado compiladas pelo Banco Central rondam 1,5%. Se a estimativa mais cautelosa se confirmar, faltariam pelo menos R$ 16 bilhões.

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E tem a vida real de famílias e empresas no meio disso. Endividamento segue muito alto, a inadimplência aparece mais nos balanços dos bancos e até linhas de crédito subsidiado têm procura abaixo do anunciado. Sinal de fôlego curto na economia.

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A reforma tributária é outro pilar da projeção. O Orçamento espera que tributos sobre consumo rendam 5,1% do PIB, acima dos cerca de 4,6% recentes. Só que ainda existem dúvidas sobre transição, regimes especiais e adaptação das empresas.

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Também falta definir algo central: as alíquotas da CBS e do Imposto Seletivo. Elas devem passar por cálculos da Fazenda, validação do TCU e decisão do Senado. Ou seja: parte relevante da arrecadação ainda depende de regras que não estão fechadas.

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Há um lado positivo: o Orçamento prevê gatilhos de contenção de gastos, com limites para reajustes e benefícios tributários. O desafio é fazer ajuste sem jogar a conta sobre serviços públicos, trabalhadores e quem já vive no limite.

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No fim, Orçamento não é só planilha: define o espaço para saúde, educação, infraestrutura e proteção social. Metas ambiciosas são legítimas; construir a previsão com dados realistas é o que evita cortes improvisados depois.

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