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🦟💧 Na Amazônia, pequenos insetos aquáticos viram pistas gigantes sobre a qualidade da água — e a trajetória de Jeane do Nascimento mostra por quê.

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Insetos minúsculos podem contar uma história enorme sobre os rios da Amazônia 🦟💧 É nisso que a pesquisadora Jeane Marcelle Cavalcante do Nascimento trabalha no INPA: entender a biodiversidade e usar esses bichinhos como pistas da qualidade da água. 🧵

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A lógica é bem interessante: muitos insetos aquáticos são sensíveis a mudanças no ambiente. Quando certas espécies aparecem, somem ou mudam de quantidade, elas podem sinalizar como aquele rio ou igarapé está.

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Ou seja: observar larvas e outros insetos na água não é só “catalogar bichinhos”. É reunir dados que ajudam a acompanhar impactos ambientais e a compreender melhor o funcionamento dos ecossistemas amazônicos.

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A história da Jeane também começou bem antes do laboratório. Crescendo em cidades do interior, ela era fascinada por plantas, animais, rios e pelas perguntas que a natureza deixa no ar: como a vida funciona? O que ainda falta descobrir?

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Na adolescência, ela passou por dificuldades financeiras e trabalhou como babá e professora de reforço. A mãe, que havia interrompido os estudos, retomou a formação enquanto trabalhava para sustentar os três filhos. Ciência também é sobre quem consegue chegar até ela.

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Professores de ciências foram decisivos nessa caminhada, ao alimentar a curiosidade dela por evolução, diversidade da vida e descobertas científicas. Ter ensino de qualidade e referências próximas muda trajetórias — e amplia quem pode produzir conhecimento.

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No fim, a pesquisa da Jeane lembra algo bonito: proteger a Amazônia não depende só de enxergar o que é grandioso. Às vezes, a saúde de um rio aparece nas asas, nas larvas e nos pequenos habitantes que quase ninguém nota.

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