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✈️ Uma viagem entre amigos, uma empresa de apostas e documentos encontrados pela PF: entenda a trilha empresarial por trás dos voos de Flávio Bolsonaro na Europa.

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✈️ Documentos analisados pela PF indicam que voos de Flávio Bolsonaro entre Portugal e França, em 2025, foram contratados por uma empresa ligada a Willer Tomaz, dono da bet Rede Loto. O caso conecta aviação executiva, apostas e uma investigação sobre fraudes no INSS. 🧵

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A história começa no mercado de bets. Willer Tomaz e Jorge Barbosa Dias são donos da Rede Loto, apresentada como a primeira casa de apostas a obter licença de operação no país, emitida pelo governo do Rio em maio de 2023.

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Segundo a apuração, a Cathedral Holdings — empresa registrada na Ilha da Madeira e única acionista da Rede Loto — aparece como contratante de ao menos três trechos em jato executivo. Os registros teriam sido encontrados no computador de Willer.

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Um dos trajetos foi de Lisboa a Nice, em 11 de abril de 2025, com contratação da NetJets. Em maio, o grupo teria partido de Cascais para Nice e, depois, seguido para Paris. Familiares também estavam em parte da viagem.

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A defesa de Willer afirma que os passeios foram viagens de lazer entre amigos e famílias, pagas pessoalmente por ele, sem contrapartida. Flávio Bolsonaro diz que sua relação com o advogado é exclusivamente de amizade e nega participação na empresa de apostas.

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O ponto empresarial é delicado: quando estruturas offshore, uma bet licenciada e despesas de figuras públicas aparecem na mesma trilha documental, transparência deixa de ser detalhe. Regras claras e fiscalização independente protegem o mercado — e a confiança de quem paga a conta pública.

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