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Em meio à campanha no RJ, Eduardo Paes defende apuração e devido processo, mas rejeita transformar tensão entre Poderes em arma de palanque. 🏛️🧵

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Eduardo Paes reagiu à faixa “Fora Moraes”, exibida em ato de Douglas Ruas (PL), e deixou um recado: crise institucional não deve virar “panfleto eleitoral”. 🏛️🧵

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O contexto: o STF está no centro de acusações e ataques políticos. Paes afirmou que Alexandre de Moraes precisa responder ao que é acusado — mas defendeu que isso ocorra com apuração, direito de defesa e respeito às instituições.

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A ideia é simples: numa democracia, ninguém está acima da lei. Isso vale para autoridades, políticos e cidadãos. Mas acusação não substitui investigação, assim como campanha eleitoral não pode substituir o devido processo.

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Paes citou a própria experiência na Lava Jato: disse que responder a acusações foi “duro” e “difícil”, porém parte das regras democráticas. O ponto dele é separar responsabilização individual de exploração política do caos.

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Na mesma agenda, Paes reafirmou sua aliança com Lula, mas disse não ser “empregado” do presidente. É uma tentativa de marcar autonomia política num cenário em que alianças nacionais pesam muito nas disputas locais.

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A campanha também elevou o confronto com Douglas Ruas. O TRE-RJ mandou retirar cinco peças de TV que faziam acusações contra o candidato do PL. Ruas pediu a inelegibilidade de Paes; o Ministério Público opinou contra suspender a propaganda.

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Agora, Paes promete explorar a “fortuna” do adversário. O debate sobre patrimônio e trajetórias políticas pode ser legítimo, mas exige provas e informação clara: eleitor tem direito a fatos, não apenas rótulos e ataques.

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A disputa expõe um dilema que vai além desta eleição: instituições precisam prestar contas, e campanhas precisam ter limites. Sem apuração séria e Justiça Eleitoral atuante, a polarização transforma dúvidas em arma e enfraquece a confiança pública.

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