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🎭 Montes Claros recebe o Instituto Hahaha em hospitais, escolas e acolhimentos. Mas por que a arte ainda parece um “extra” na saúde?

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🎭 Palhaços vão ocupar hospitais, escolas públicas e instituições de acolhimento em Montes Claros, de 19 a 23 de outubro. A pergunta é: por que ainda surpreende tratar humor, escuta e vínculo como parte do cuidado? 🧵

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Pelo Expresso Hahaha, dois artistas devem alcançar cerca de 600 crianças, jovens, adultos e idosos. Não é “só fazer rir”: em ambientes de tensão, uma interação respeitosa pode mudar a experiência de pacientes, famílias e equipes.

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As intervenções não têm roteiro fixo. Dr. Alfinete e Dr. Risoto de Carne Moída improvisam a partir de cada encontro. Mas há um limite essencial: como garantir que a brincadeira respeite dor, privacidade, idade e o desejo de quem não quer participar?

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O Instituto Hahaha atua desde 2012 e já levou palhaçaria a mais de 1 milhão de pessoas. Se tanta gente é alcançada, não está na hora de perguntar por que ações de humanização ainda dependem tanto de projetos pontuais e incentivo cultural?

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A iniciativa chega à maior cidade do Norte de Minas via Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Cultura e saúde caminham juntas na prática — mas o acesso a esse tipo de cuidado precisa depender do CEP ou deveria ser mais constante na rede pública?

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Rir não substitui consulta, tratamento, equipe completa nem políticas de saúde. Mas reduzir o cuidado a procedimentos também não deixa algo importante de fora? Às vezes, a pergunta mais séria num hospital pode começar com uma bobagem bem colocada.

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