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🇵🇰 Governo federal assumiu o controle de Khyber Pakhtunkhwa, única província administrada pelo partido de Imran Khan. A medida amplia a tensão política em Islamabad.

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🇵🇰 O Paquistão suspendeu o governo de Khyber Pakhtunkhwa, única província comandada pelo PTI, partido do ex-premiê Imran Khan. A decisão veio na véspera da chegada a Islamabad de uma marcha oposicionista. 🧵

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O governo do primeiro-ministro Shehbaz Sharif alegou que a gestão provincial se afastou deliberadamente do combate ao “terrorismo”. A medida foi recomendada pelo gabinete e formalizada por ordem do presidente Asif Ali Zardari.

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Pela Constituição paquistanesa, o governo federal pode assumir as funções executivas da província e o Parlamento pode legislar em seu nome. O governador Faisal Karim Kundi passa a chefiar o Executivo, com um conselho de 11 integrantes.

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A ordem presidencial não definiu prazo para o fim da intervenção. Especialistas ouvidos pela imprensa alertam que a ausência de horizonte claro pode aprofundar a instabilidade e abrir uma disputa constitucional no país.

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A marcha do PTI saiu de Lakki Marwat em 4 de outubro e percorreu mais de 400 km. O grupo chegou a Swabi, a cerca de 110 km de Islamabad, exigindo atendimento médico, visitas e julgamentos justos para Imran Khan, preso há mais de três anos.

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Sohail Afridi, ministro-chefe eleito de Khyber Pakhtunkhwa e líder da marcha, foi preso no domingo, segundo um porta-voz do PTI. O partido classificou a intervenção como antidemocrática e disse que avaliará medidas legais e políticas.

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O episódio põe em choque segurança pública, autonomia provincial e garantias democráticas. Em um país já marcado por crises institucionais, regras claras, controle judicial e respeito ao voto serão decisivos para evitar que a tensão vire ruptura.

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