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Resumo em 10 segundos

Greve dos rodoviários em Manaus expõe nó entre governo, prefeitura e empresas — e o preço que estudantes e trabalhadores pagaram 🚌⚖️

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Passe Livre Estudantil no centro da greve que parou ônibus em Manaus 🚌🧵 Vídeo mostra filas nas avenidas enquanto rodoviários paralisaram na quinta (11) e parte da sexta (12). O impasse sobre quem repassa a verba explodiu em conflito entre Governo e Prefeitura.

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A paralisação terminou após decisão da Justiça do Trabalho: repasse de R$ 19 milhões do Governo do Amazonas ao Sinetram (sindicato das empresas). Foi um acordo emergencial para retomar a circulação, mas deixou dúvidas sobre o arranjo financeiro do programa.

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O Passe Livre é fruto de convênio entre Governo e Prefeitura. Quem tem direito? Alunos da rede municipal e estadual, desde 5 anos, e que moram a mais de 1 km da escola. Cada aluno tem até 44 passagens mensais, não cumulativas — beneficiando o acesso à educação.

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O nó foi justamente o repasse às empresas que participam do programa. Prefeitura e Governo se acusaram mutuamente sobre atrasos e responsabilidade financeira. Sinetram pressionou pela quitação para garantir o fluxo das empresas e pagamento aos trabalhadores.

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Impacto real: estudantes sem acesso garantido ao transporte, pais refazendo rotas, escolas com faltas. Do outro lado, rodoviários e trabalhadores do setor reivindicaram pagamentos e condições — um lembrete de que direitos estudantis e trabalhistas muitas vezes caminham juntos.

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Além do conserto pontual, o episódio revela a necessidade de soluções estruturais: fundo de compensação previsível, convênios com transparência, digitalização do benefício para reduzir fraudes e regulação que evite concentração de poder nas empresas de transporte.

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R$ 19 milhões foi o valor que tirou a cidade do bloqueio — mas e o longo prazo? Se queremos educação inclusiva, o transporte tem de ser previsível e financiado de forma estável. Sem isso, quem paga o preço são estudantes e trabalhadores.

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