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Lula levou milhares à Paulista e atos se espalharam por 76 cidades, segundo os organizadores. A disputa agora é transformar rua em voto. 🗳️

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Lula reuniu milhares de pessoas na avenida Paulista neste domingo (11), enquanto a esquerda realizou atos em 76 cidades, segundo o Comitê Popular de Luta. A meta é bem direta: reagir à vantagem de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. 🗳️🧵

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Na Paulista, a ocupação chegou a 12 quarteirões — boa parte dos 2,8 km da avenida. Foi uma das maiores mobilizações recentes da esquerda no local, que não via uma cena assim desde os protestos contra o governo Bolsonaro.

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Mas tem um detalhe importante: não houve estimativa oficial de público. USP/Cebrap e More in Common disseram que não fizeram contagem porque não houve autorização para drone; a PM não informou se levantou números.

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O pano de fundo é apertado. No primeiro Datafolha após a definição do segundo turno, Flávio tinha 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula. Por isso, a campanha petista quer converter presença nas ruas em conversa, convencimento e voto.

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Lula falou especialmente aos jovens e reconheceu a dificuldade de dialogar com essa turma. Disse que a juventude precisa ser ouvida e participar das decisões, em vez de receber tudo “de cima para baixo”.

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Do outro lado, Flávio Bolsonaro também reuniu aliados em São Paulo. Ele pediu mobilização para o segundo turno, alertou contra clima de “já ganhou” e cobrou rapidez da Justiça Eleitoral diante do que classificou como mentiras da campanha adversária.

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No fim, os dois campos sabem que multidão ajuda a dar energia, mas não substitui a disputa real: reduzir abstenção, alcançar quem votou em outros candidatos e colocar propostas concretas na mesa. Democracia também se decide na escuta — principalmente de quem costuma ficar de fora.

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