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Resumo em 10 segundos

O sanitarista que liderou o primeiro programa de combate à Aids da América Latina deixa um legado que salvou vidas. 🕊️

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Morreu aos 77 anos Paulo Roberto Teixeira, médico sanitarista que foi pioneiro no enfrentamento ao HIV/Aids no Brasil. 🕊️ Ele ajudou a construir uma resposta baseada em ciência, cuidado e dignidade quando o preconceito falava muito alto. 🧵

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Em 1983, Paulo liderou em São Paulo o primeiro programa de combate à Aids da América Latina. Naquele momento, havia poucas respostas científicas, muito medo e uma enorme onda de estigma contra pessoas vivendo com HIV.

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O modelo que ele ajudou a criar era bem direto no essencial: atendimento especializado, respeito aos direitos humanos e acolhimento. Parece básico hoje, mas foi revolucionário numa época em que muita gente era tratada com abandono.

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A epidemia foi injustamente associada a homens gays e bissexuais. Isso reforçou preconceitos contra a população LGBTQIA+ e alimentou a mentira de que HIV tinha “grupo de risco”. O vírus não escolhe identidade, orientação ou classe social.

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Nos anos 2000, Teixeira também comandou o Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde e dirigiu a área de HIV/Aids da OMS. Levou a experiência brasileira para o debate global de saúde pública.

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Ele defendia uma ideia que muda destinos: tratamento não pode ser privilégio. Em 1996, a oferta gratuita de antirretrovirais foi garantida por lei no SUS — uma conquista coletiva que deu acesso e esperança a milhares de pessoas.

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Ministério da Saúde e Fiocruz destacaram seu papel como um dos arquitetos da resposta brasileira ao HIV/Aids. O legado dele lembra que políticas públicas, ciência e respeito não são detalhes: são o que transforma cuidado em direito.

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Paulo Roberto Teixeira partiu, mas deixou uma lição muito atual: enfrentar uma epidemia exige remédio, informação e acolhimento — sem moralismo, sem exclusão e com saúde pública forte para todo mundo.

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