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Predador invasor foi registrado nos 20 municípios costeiros do Ceará. Cientistas ainda tentam medir a real dimensão da população. 🦁🐟

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O peixe-leão já foi registrado nos 20 municípios do litoral do Ceará, ocupando os 573 km da costa. 🦁🐟 Desde a detecção em 2022, o predador invasor mostrou adaptação rápida a diferentes ambientes marinhos. 🧵

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A espécie é o Pterois volitans, originária do Indo-Pacífico. No Atlântico, onde não tem os mesmos controles ecológicos de sua região nativa, pode pressionar populações de peixes e alterar relações nos recifes.

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O tamanho da invasão ainda é uma incógnita. Em Fernando de Noronha, modelos estatísticos estimaram entre 65 mil e 95 mil peixes-leão. Para o Ceará, pesquisadores do Labomar/UFC trabalham com a possibilidade de mais de 1 milhão.

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A estimativa não é um censo: falta um levantamento populacional consolidado. O desafio é enorme porque a espécie aparece em profundidades de 100 a 150 metros, onde mergulhadores não conseguem atuar sem robôs ou submarinos caros.

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No Ceará, o peixe-leão não ficou restrito ao mar profundo. Já houve registros a cerca de 40 metros em áreas naturais, além de águas rasas, manguezais, marambaias e estruturas artesanais usadas na pesca.

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Para acompanhar a dispersão, o Labomar conta com pescadores artesanais, mergulhadores, operadoras de mergulho e voluntários. Registros compartilhados nas redes ajudam a ciência cidadã a mapear pontos onde a espécie aparece.

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O caso mostra como monitoramento contínuo, recursos para pesquisa e cooperação com comunidades costeiras são decisivos. Quanto melhor for o mapa da invasão, mais qualificadas poderão ser as estratégias de controle e proteção da biodiversidade.

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