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🧪 Pesquisador da Unemat e UFMT ajuda a avaliar espécies brasileiras — e revela por que dados locais são decisivos para proteger rios e peixes.

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A ciência de Mato Grosso chegou à avaliação nacional do risco de extinção de peixes brasileiros. 🐟🧪 O professor Hugmar Pains da Silva, da Unemat e UFMT, participou da oficina do ICMBio que orienta decisões de conservação. 🧵

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O encontro reuniu especialistas para analisar Gymnotiformes, os peixes-elétricos, e grupos de Siluriformes, como cascudos e bagres. Não é uma lista feita por impressão: cada classificação exige evidências sobre onde a espécie vive e o que ameaça sua sobrevivência.

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Hugmar integrou a avaliação de tuviras amazônicas da família Apteronotidae, ao lado de pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi e técnicos do ICMBio. Essa colaboração importa: biodiversidade não respeita fronteiras entre estados ou instituições.

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As avaliações seguem os critérios da UICN: distribuição geográfica, registros de ocorrência, qualidade do habitat e pressões humanas. É um método robusto, mas depende de uma condição básica: dados de campo contínuos e bem distribuídos pelo país.

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Em Mato Grosso, pesquisas e coletas do professor também ajudaram a contextualizar espécies como Astyanax dolinae, de Água Milagrosa, e Hyphessobrycon commodore, ligada a Comodoro e Sapezal. Espécies pouco conhecidas podem desaparecer antes mesmo de entrarem no debate público.

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A agropecuária aparece entre as pressões examinadas — não como acusação abstrata, mas porque desmatamento, assoreamento, barramentos e alteração da água mudam rapidamente habitats aquáticos. O ponto crítico é transformar diagnóstico científico em prevenção e monitoramento.

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Universidades públicas regionais são peças centrais dessa cadeia: produzem dados onde a biodiversidade está, não apenas onde há mais recursos e visibilidade. Proteger peixes brasileiros exige ciência de longo prazo — e rios tratados como sistemas vivos, não meros canais de uso.

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