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Resumo em 10 segundos

A conta da dependência fóssil voltou a pesar — e o hidrogênio entrou de novo no radar. ⚡🌱

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Petróleo e gás dispararam com a guerra no Irã — e governos já estão voltando os olhos para o hidrogênio limpo. 🌱⚡ A lógica é simples: ele ainda custa caro, mas depender de combustível fóssil em crise sai muito mais caro. 🧵

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Segundo François Jackow, CEO da Air Liquide, autoridades da União Europeia, França, Países Baixos, Japão e Coreia do Sul procuraram a empresa para discutir hidrogênio desde o choque no mercado de energia.

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A estimativa é pesada: países importadores de energia gastaram mais de US$ 100 bilhões além do previsto nos dois primeiros meses do conflito. E não é só na importação: entram subsídios, corte de impostos e medidas para segurar a conta de famílias e empresas.

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É aí que muda a conversa: hidrogênio limpo não aparece apenas como ferramenta de descarbonização. Ele vira uma espécie de “seguro” contra choques externos, principalmente para indústrias e países muito dependentes de petróleo e gás importados.

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O problema, claro, é o preço. Produzir, transportar e usar hidrogênio verde ainda exige infraestrutura cara. Mas Jackow resume o cálculo: os bilhões para acelerar esse mercado parecem pequenos quando comparados à fatura de cada crise energética.

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O setor já tem dinheiro em jogo: US$ 130 bilhões foram destinados a projetos de hidrogênio limpo, segundo o Hydrogen Council. E 90% desse valor está em projetos em construção ou já operando — não é mais só promessa de apresentação corporativa.

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A lição de negócio é direta: energia barata hoje não significa energia segura amanhã. Se o hidrogênio ganhar escala, pode reduzir emissões e também evitar que uma guerra do outro lado do mundo exploda custos para empresas, governos e consumidores.

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