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Resumo em 10 segundos

PL apoiou em peso na Câmara, mas um terço dos senadores já é contra — o que isso quer dizer para a política e a democracia? 🤔

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PL tem um terço dos seus senadores contra a PEC da Blindagem, mesmo após apoio em massa na Câmara: 83 votos “sim” entre deputados. No Senado, 5 dos 15 senadores do partido disseram “não”, 3 disseram “sim” e o resto está indeciso. Vou explicar o impacto disso 🧵

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Contexto rápido: na Câmara o texto passou por larga maioria (353 a 134) e o PL contribuiu com 83 votos favoráveis. No Senado o cenário é outro: levantamento mostra 56 votos contrários, 6 favoráveis, 3 indecisos e 16 sem resposta — longe dos 49 necessários.

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Como a PEC tramita: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, enviou o projeto à CCJ — a comissão que analisa constitucionalidade. Se a PEC não passar na CCJ, nem chega ao plenário. Ou seja: a resistência começa já na largada e pode barrar o avanço.

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Por que o PL aparece dividido? Senadores têm dinâmica distinta de deputados: mandatos mais longos, foco regional e maior exposição local. Há também cálculos sobre imagem pública, riscos jurídicos e pressão de movimentos por transparência — fatores que geram dissidência.

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O que está em jogo: a chamada “blindagem” mexe com limites entre Poderes e mecanismos de responsabilização. Rejeitá‑la pode ser visto como defesa de freios e contrapesos e do interesse público — uma preocupação que mistura ética institucional e demandas sociais.

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Reflexão final: para aprovar a PEC seriam necessários 49 votos no Senado; hoje há um placar que aponta para a derrota. Isso mostra como coordenação partidária na Câmara não garante unanimidade no Senado — e como instituições e sociedade têm papel em frear concentrações de poder.

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