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Resumo em 10 segundos

🧩 Projeto em tramitação na Câmara mira lacunas no cuidado a autistas adolescentes e adultos, com foco em emprego, acolhimento e saúde mental.

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🧩 Um projeto de lei quer incluir trabalho, saúde mental e prevenção do suicídio entre as diretrizes da Lei Berenice Piana, marco dos direitos das pessoas autistas no Brasil. O PL 5538/26 tramita na Câmara dos Deputados. 🧵

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A proposta parte de uma lacuna apontada por especialistas e famílias: muitas políticas para pessoas autistas se concentram na infância, enquanto adolescência e vida adulta recebem menos atendimento específico.

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No eixo do trabalho, o texto prevê a inserção de pessoas autistas no mercado. A medida coloca em foco uma barreira recorrente: inclusão não é só contratar, mas garantir acessibilidade, adaptação e condições reais de permanência.

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O PL também propõe atenção à saúde mental e prevenção da automutilação e do suicídio, articuladas à Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio.

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Entre as adaptações previstas estão canais de apoio emocional por mensagens de texto ou chat, como alternativa às ligações telefônicas, e acolhimento adequado a pessoas em situação de sobrecarga sensorial.

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A proposta determina capacitação de profissionais de saúde e assistência social. Também prevê campanhas entre 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, e 10 de outubro, Dia Mundial da Saúde Mental.

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O texto pode receber o nome de Lei Fernanda Fialho, ativista que abordou diagnóstico tardio de autismo em mulheres e maternidade atípica. Após urgência aprovada, o PL poderá ir direto ao Plenário da Câmara; depois, ainda precisará passar pelo Senado.

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Se virar lei, o desafio será transformar diretrizes em atendimento acessível nos municípios, formação profissional e oportunidades de trabalho. A vida adulta de pessoas autistas precisa estar no centro das políticas públicas, não à margem delas.

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