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Resumo em 10 segundos

🧬 Estudo com 5 pacientes começa após aval da Anvisa. A prioridade agora é segurança — não promessa de recuperação de movimentos.

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🧬 A polilaminina, molécula brasileira estudada para lesões na medula, deve iniciar seu primeiro ensaio em humanos em 24 de setembro. Serão 5 participantes em São Paulo. Mas atenção: a fase 1 vai investigar segurança, não eficácia. 🧵

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Desenvolvida na UFRJ em parceria com o laboratório Cristália, a polilaminina será aplicada uma única vez diretamente na área lesionada da medula, durante a cirurgia. Os participantes serão monitorados por seis meses.

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O estudo ocorrerá no Hospital das Clínicas da FMUSP e na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. A pesquisa recebeu aval da Anvisa há oito meses e aprovação ética da CAPPesq em julho.

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Quem poderá participar: adultos de 18 a 72 anos, com lesão medular grave sofrida há menos de 72 horas, entre as vértebras T2 e T10, e que precisem de cirurgia. Esses critérios tornam o recrutamento bastante específico.

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Por que apenas 5 pessoas? Ensaios de fase 1 são desenhados para identificar riscos, efeitos adversos e a segurança da aplicação. Eles não têm número de participantes nem formato adequados para concluir se um tratamento funciona.

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A pergunta sobre recuperar movimentos só poderá ser investigada nas fases 2 e 3, caso a segurança seja confirmada. Essas etapas exigem mais voluntários, comparação rigorosa de resultados e acompanhamento científico mais amplo.

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O HC informa que ainda prepara a estrutura do estudo, com treinamento de equipes e organização de exames. Como os critérios são restritos, pode levar algum tempo até surgir o primeiro paciente elegível.

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O início do teste é um passo relevante para uma pesquisa desenvolvida no Brasil — mas ciência clínica avança por etapas. Transparência sobre limites, riscos e resultados é tão essencial quanto a busca por novas terapias para lesão medular.

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