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Resumo em 10 segundos

Com renda fixa pagando muito, ações ficam em segundo plano. O resultado: empresas saem da Bolsa e o mercado de capitais encolhe 📉

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A B3 continua perdendo empresas 📉 Entre o início de 2022 e novembro do ano passado, 36 companhias deixaram a Bolsa. E já havia mais 6 ofertas para empresas recompraram ações e fecharem o capital. O motivo central passa pelos juros — e pelas contas públicas. 🧵

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Na prática, é uma gangorra bem simples: quando títulos de renda fixa pagam muito, eles viram uma alternativa mais atraente e previsível que ações. Aí sobra menos gente disposta a bancar os riscos da Bolsa.

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Com a Selic em 13,75% ao ano e inflação perto de 4,2%, o retorno real da renda fixa fica muito alto. Para uma empresa, captar dinheiro vendendo ações deixa de ser uma opção tão vantajosa quando o mercado exige descontos pesados.

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Isso cria um ciclo chato: ações baratas desestimulam novas aberturas de capital; menos empresas listadas reduzem as opções para investidores; e a Bolsa fica ainda menor. No fim, o acesso das empresas a capital de longo prazo fica mais concentrado.

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O contraste ajuda a entender: o indicador preço/lucro da B3 estava em 8,07, contra 19,5 em Wall Street, segundo os dados citados. Quanto menor esse múltiplo, menos o mercado está disposto a pagar pelos lucros das empresas.

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E não é só um problema brasileiro. Juros longos dos EUA passaram de 5%, pressionando bolsas pelo mundo. Mas aqui o desafio é maior: equilibrar as contas públicas sem manter um ambiente em que só a renda fixa parece fazer sentido.

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Uma Bolsa forte não é assunto só de grandes investidores: ela pode ampliar formas de financiamento para empresas que crescem, inovam e geram empregos. Sem previsibilidade fiscal e juros mais sustentáveis, esse canal segue estreito — e o país perde fôlego para investir no futuro.

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