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Projeto amplia faixa isenta, mas a maioria da classe média não será beneficiada — entenda por quê e o que está em jogo 🔍

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Classe média, que mais paga Imposto de Renda, não terá isenção nem desconto no projeto do governo Lula 🔍🧵 — o texto aprovado na Câmara amplia a faixa isenta, mas muitos contribuintes continuam enquadrados na tabela congelada desde 2015.

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O que está acontecendo, passo a passo: o projeto cria uma nova faixa isenta que ajuda parte dos contribuintes. Mas a chamada "tabela do IR" para várias faixas permanece congelada desde abril de 2015 — isso limita quem de fato ganha alívio.

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Por que isso importa: a inflação acumulada desde 2015 passa de 70%. Com a tabela congelada, ocorre o chamado "efeito caracol" — mesmo sem aumento real de salário, a pessoa paga proporcionalmente mais imposto. É um mecanismo que corrói renda média.

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Trâmite político: a proposta foi aprovada por unanimidade na Câmara e agora volta ao Senado — o relator será Renan Calheiros (MDB-AL). O governo defende que o projeto traz justiça fiscal; opositores pedem correções mais amplas na tabela.

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Quem ganha e quem perde: a nova faixa isenta beneficia principalmente quem está nas camadas mais baixas do tributo. Já boa parte da classe média segue na tabela defasada e vê a carga subir. Há uma tensão entre justiça distributiva e medidas de compensação.

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Alternativas técnicas e políticas: indexar a tabela pela inflação, aumentar a faixa isenta de forma mais ampla, criar mecanismos progressivos (como taxação de altas fortunas) ou crédito tributário para trabalhadores. Essas são soluções que equilibram justiça e sustentabilidade.

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Reflexão final: sem correção automática da tabela, a chamada "classe média" continuará pagando mais e perdendo poder de compra. A decisão no Senado vai além de números: trata de justiça fiscal, acesso equitativo e prioridades públicas. Observe o relatório de Renan e o debate público.

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