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Resumo em 10 segundos

SP reuniu quase metade dos compromissos dos presidenciáveis nas duas primeiras semanas. O que isso revela sobre representação no país? 🗳️

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São Paulo virou o principal palco da largada presidencial: o estado recebeu quase metade dos compromissos dos nomes mais bem colocados nas pesquisas nas primeiras duas semanas de campanha. 🗳️🧵 Mas uma eleição nacional pode começar tão concentrada em um só lugar?

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A razão é concreta: SP concentra cerca de 22% do eleitorado brasileiro. Ignorar esse peso seria estratégia ruim. Mas priorizar o maior colégio eleitoral não pode significar tratar as demandas do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul como agenda secundária, certo?

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Segundo levantamento do Valor Econômico, candidatos apostaram mais em encontros com público geral, empresários e entrevistas do que em atos próprios de campanha. A pergunta é: quem ganha acesso real a essas conversas — e quem fica fora do enquadramento?

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Entrevistas ampliam alcance, mas também filtram o debate pela lógica dos grandes veículos e das perguntas possíveis. Reuniões empresariais ajudam a discutir economia, claro. Só que trabalhadores, periferias, indígenas e movimentos sociais recebem o mesmo tempo e atenção?

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Não se trata de demonizar São Paulo nem o setor produtivo. Trata-se de cobrar equilíbrio. Se os problemas são nacionais — renda, emprego, saúde, educação, clima e moradia — por que a escuta política não seria distribuída de forma mais nacional?

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Campanha é também uma escolha de prioridades: para onde se vai, com quem se fala e quais temas entram na foto. Se quase metade da agenda está em SP logo na largada, vale vigiar: o Brasil inteiro estará na conversa ou só no discurso?

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