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Resumo em 10 segundos

Medicina segue líder, mas crescimento em ciências e saúde mental revela uma tendência pós‑pandemia que merece olhar crítico 🩺🔬

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Fuvest 2026: medicina segue no topo com 90,7 candidatos por vaga, mesmo com queda de 6% em relação a 2025 — e, paralelamente, cresce o interesse por cursos ligados ao bem‑estar e à ciência 🩺🔬🧵

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Os números chamam atenção: ciências biomédicas subiram +11,4% e fisioterapia +12,8%. Psicologia também aparece como uma das carreiras mais buscadas. O padrão indica que a pandemia não só mudou prioridades pessoais como influenciou escolhas profissionais.

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Análise crítica: por que essa migração pra saúde e ciência? Envelhecimento populacional, crise de saúde mental e maior valorização do cuidado explicam parte. Mas será que há equilíbrio entre vocação, mercado e necessidades públicas de saúde?

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Outro ângulo: o aumento na procura por áreas biomédicas pode fortalecer a pesquisa translacional — positivo para inovação. Por outro lado, se a atenção se concentrar só em profissões clínicas, outras áreas científicas essenciais podem ficar subfinanciadas.

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Desigualdade de acesso importa: medicina continua superconcorrida enquanto o preparo para vestibular concentra recursos — aulas caras, cursinhos, estruturas em centros urbanos. Sem políticas, o topo da tabela pode perpetuar exclusão social.

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Do ponto de vista do mercado de trabalho: mais interesse não garante distribuição justa de profissionais. Precisamos alinhar formação, vagas e condições de trabalho — prioridade em políticas públicas para evitar precarização e desertificação de áreas remotas.

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Reflexão final: 90,7 c/v em medicina é um termômetro social — mostra aspirações, mas também pressões e desigualdades. A pergunta que fica: como transformar esse impulso pela ciência em profissionais distribuídos, bem formados e sustentáveis?

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