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Resumo em 10 segundos

Lagos milenares do Ártico vêm desaparecendo — satélites da NASA ajudam a explicar por que e quais os riscos ambientais e sociais 🌍🧭

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Por que lagos no Ártico estão desaparecendo? 🌊❄️🧵 Cientistas observam lagos milenares sumindo da paisagem — e os dados da NASA mostram mudanças rápidas ligadas ao derretimento do permafrost e à drenagem subterrânea. Vou explicar o que está rolando.

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Primeiro: o que é permafrost? É o solo que fica congelado o ano todo. Quando ele derrete, o terreno afunda e cria processos chamados termocársticos — buracos e fendas que conectam lagos ao solo ou rios, fazendo a água ‘sumir’ por baixo.

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Os satélites da NASA (Landsat, ArcticDEM e outros) permitem comparar décadas de imagens. Eles mostram padrões: em certas regiões, lagos encolhem ou desaparecem enquanto o relevo muda rapidamente — não é um evento isolado, é tendência.

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Isso tem efeito em cadeia: perda de habitat para peixes e aves, alteração de zonas úmidas e mudanças no ciclo hidrológico local. E tem outro problema sério: o permafrost abriga muita matéria orgânica que, ao decompor, libera CO2 e metano.

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Para comunidades locais e indígenas, os impactos são práticos — fonte de água, pesca, transporte sobre gelo e infraestrutura ficam vulneráveis. É importante que a ciência e políticas públicas considerem essas populações e compartilhem dados abertamente.

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O que os pesquisadores fazem? Misturam imagens de satélite, trabalho de campo, modelagem e conhecimento tradicional. Soluções passam por mitigar emissões globais, financiar adaptação local e ampliar monitoramento climático acessível a todos.

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Dado que assusta: o permafrost contém algo como ~1.500 gigatoneladas de carbono — quase o dobro do que há na atmosfera. Se muito disso for liberado, os impactos climáticos se multiplicam. Reflexão final: perder lagos é só um sintoma de algo maior.

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