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Saylor, rosto da Strategy, diz que rivais no caixa de Bitcoin podem fortalecer todo o setor. Parece contraditório, mas a lógica é bem direta. 🟠

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Michael Saylor está defendendo uma concorrente da Strategy — e não é por gentileza. 🟠🧵 A Strive também acumula Bitcoin em tesouraria, e Saylor diz que quer vê-la prosperar. A razão: mais empresas comprando BTC podem fortalecer o ativo que sustenta todo esse mercado.

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Essas empresas são chamadas de DATs, sigla para Digital Asset Treasuries. Em português claro: companhias que levantam capital e colocam Bitcoin no balanço como reserva estratégica. A Strategy é a gigante do grupo e já detém mais de 4% de todo o BTC disponível.

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A tese de Saylor é quase um “cooperar competindo”. Strategy e Strive disputam investidores, claro. Mas, quando uma delas capta recursos para comprar BTC, aumenta a demanda por um ativo cuja oferta é limitada a 21 milhões de unidades.

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Ou seja: se a Strive compra Bitcoin, o preço do ativo pode ganhar força — e a Strategy, que também tem muito BTC, se beneficia. O contrário vale igual. Em setores tradicionais, o sucesso do rival nem sempre melhora seu balanço. Aqui, o ativo-base é o mesmo.

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Saylor chama o Bitcoin de “capital digital”: uma espécie de base compartilhada para criar produtos financeiros. Nessa estrutura entram papéis como STRC, da Strategy, e SATA, da Strive, descritos pelas empresas como crédito perpétuo negociado em bolsa.

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Mas tem um detalhe importante: isso amplia também o risco coletivo. Se o BTC cai forte, várias DATs sentem ao mesmo tempo — e suas ações podem oscilar ainda mais que a própria criptomoeda. MSTR e STRC já passaram por fases bem voláteis.

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No fim, Saylor não está exatamente ajudando uma rival: ele está defendendo um modelo em que mais capital institucional entra no Bitcoin e valoriza as reservas de todos. A grande pergunta é se essa concentração de BTC em poucas tesourarias fortalece o ecossistema — ou cria uma nova dependência nele.

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