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O Brasil tem 6 medicamentos aprovados, mas nenhum no SUS — e a resposta mistura números, saúde pública e escolhas orçamentárias 🤔🧵

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Por que o SUS não oferece medicamento contra obesidade? 🤔🧵 Mesmo com 6 remédios aprovados pela Anvisa, nenhum está disponível no sistema público. Ministério cita custo-efetividade: liraglutida e semaglutida teriam impacto de ~R$ 8 bilhões/ano — quase o dobro do orçamento do Farmácia Popular em 2025.

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Atualmente o SUS trata obesidade com prevenção: orientação alimentar, atividade física, apoio psicológico e, quando indicado, cirurgia bariátrica. Essas ações são eficientes, mas nem sempre suficientes — adesão, desigualdade de acesso e causas sociais também pesam na equação.

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Um estudo da SBEM com a Unifesp alerta: entre 2021 e 2030 os custos diretos ao SUS relacionados a doenças associadas à obesidade podem chegar a US$ 1,8 bi (≈R$ 10 bi). As perdas indiretas (anos produtivos) são ainda maiores. Ou seja: o custo da inação também existe.

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Liraglutida e semaglutida são agonistas de GLP-1 que, além de perda de peso, melhoram marcadores metabólicos. Mas o preço é alto e grande parte da oferta vem de laboratórios específicos (ex.: Novo Nordisk). Há espaço para negociação de preços, compra centralizada e estudos de impacto local.

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Não é só cálculo contábil: é também questão de equidade. Se medicamentos eficazes ficarem só para quem pode pagar, a desigualdade em saúde aumenta. Caminhos possíveis: avaliação custo-efetiva transparente, programas-piloto no SUS, combinação de drogas com suporte multidisciplinar e negociação de preços.

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Decisão final envolve ciência, orçamento e justiça social. Vale a pergunta: queremos cortar custos no curto prazo ou investir em soluções que, potencialmente, reduzam doenças crônicas e perdas produtivas no médio prazo? A transparência nas decisões e negociação pública podem fazer a diferença.

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