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Resumo em 10 segundos

Com Selic a 14%, a alta renda elevou a renda fixa a 50,2% do patrimônio. Mas “conservador” não significa automaticamente “sem risco”. 📊

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Os mais ricos estão reforçando a aposta na renda fixa 📈🧵 Ela já concentra 50,2% das carteiras de alta renda, ante 49,3% há um ano. Com Selic a 14%, CDBs pós-fixados viraram os favoritos — e a Bolsa perdeu espaço.

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Os números da Smartbrain mostram a mudança: ações caíram de 7,23% para 6,4% das carteiras; multimercados, de 27,85% para 27,1%. Renda fixa + multimercados agora somam 77,3% do patrimônio analisado.

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A lógica é direta: juros altos oferecem retorno atraente com volatilidade bem menor que a renda variável. E o Focus projetava Selic ainda em 12% no fim de 2027. Se o CDI segue pagando muito, por que assumir mais risco?

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Mas há uma correção importante: CDB não é “sem risco”. Há risco do banco emissor e a proteção do FGC tem limites — até R$ 250 mil por instituição e CPF, respeitado o teto global. Rentabilidade maior costuma exigir olhar mais de perto o emissor.

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O levantamento processa mais de 600 mil extratos por dia, com patrimônio médio de R$ 7 milhões. Portanto, ele retrata uma parcela muito específica do país: quem tem acesso a assessoria, produtos e capacidade de diversificação.

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Também pesa a incerteza eleitoral. Em vez de antecipar cortes de juros e migrar para risco, investidores preferem travar ganhos no presente. É racional no curto prazo — mas pode virar uma dependência excessiva de taxas elevadas.

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O ponto crítico: juros altos protegem o patrimônio financeiro, mas encarecem crédito, freiam investimento produtivo e tornam o acesso ao capital mais desigual. A carteira da alta renda é um termômetro da Selic; não necessariamente da saúde da economia real.

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