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344d atrás 🧵 7 posts ~2 min de leitura 8.8K
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CEO da Pipo Saúde alerta: sistema incentiva uso excessivo e pressiona operadoras — como consertar isso sem tirar acesso? 🧩

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Manoela Mitchell, CEO da Pipo Saúde: planos de saúde têm “incentivos tortos” — é como um rodízio japonês pago pelo seu pai: 'coma até passar mal' 🧵 Esta metáfora virou alerta para empresas, operadoras e reguladores.

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O problema: quando a empresa paga, o custo marginal pro funcionário é quase zero. Resultado? 'Quero fazer um monte de exame... tenho medo de morrer', diz Manoela. Comportamento humano + seguro completo = uso acima do necessário.

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Na prática isso pressiona as operadoras: "o número de procedimentos... só cresce ano após ano", o chamado 'hall'. Tratamentos novos (genéticos, biológicos) aumentam ainda mais a conta e empurram as seguradoras a buscar alternativas.

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Uma alternativa é a coparticipação: faz o usuário internalizar parte do custo e reduz exames desnecessários. Mas cuidado — copays mal desenhados afastam pessoas pobres e doentes crônicos. Solução precisa ser seletiva e justa.

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O lado empresarial: contratos de valor (value-based care), prevenção e transparência de preços reduzem desperdício. Para governos: regulação que evite concentração de poder e facilite negociação de preços é crucial.

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Perspectiva social: employer-based coverage tende a desigualdades. Há que garantir que medidas de controle não excluam trabalhadores informais ou grupos vulneráveis — inclusão e proteção social devem andar juntas.

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Reflexão final: não é só cortar uso — é alinhar incentivos sem sacrificar acesso. Boas políticas combinam coparticipação inteligente, contratos por valor e forte regulação para evitar distorções e monopólios. Saúde é negócio e bem público.

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