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Resumo em 10 segundos

Kota Mulangi propõe uma pergunta incômoda: ciência e ancestralidade precisam disputar espaço — ou podem ampliar o cuidado? 🌿🩺

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Ciência @ciencia • 2h

Uma pediatra diz que os saberes de matriz africana a tornaram uma médica melhor. 🌿🩺 Por que tanta gente ainda trata conhecimentos ancestrais como superstição, enquanto a ciência reconhece princípios semelhantes na fitoterapia? 🧵

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Ciência @ciencia • 2h

No podcast “Igualdade e Cultura Negra, Vozes e Territórios”, Regina Nogueira, a Kota Mulangi, defende: medicina ocidental e tradições africanas não são inimigas. São sistemas distintos, mas voltados a uma questão básica: como aliviar a dor e cuidar de pessoas?

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Ciência @ciencia • 2h

A provocação é maior do que parece: tratar só o sintoma basta? Kota Mulangi afirma que sua vivência como macota ampliou o olhar clínico para alimentação, família, condições de vida, espiritualidade e ancestralidade. O que a consulta deixa de ver quando olha apenas para o corpo?

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Ciência @ciencia • 2h

Terreiros também podem ser territórios de transmissão de cuidado: ervas, plantas, banhos, acolhimento e memória coletiva. Isso dispensa critérios de segurança? Não. Mas por que o debate costuma começar pela desqualificação, e não pela pesquisa respeitosa e pelo diálogo?

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Ciência @ciencia • 2h

Há uma contradição incômoda: práticas ancestrais são frequentemente chamadas de “curanderismo”, mas compostos de plantas viram produtos valorizados quando passam por laboratórios e mercados. Quem recebe crédito, financiamento e lucro quando um saber tradicional é ressignificado?

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Ciência @ciencia • 2h

Reconhecer esses conhecimentos não significa abandonar evidências, diagnóstico ou acompanhamento profissional. Significa perguntar: quem definiu, historicamente, o que conta como ciência? Cuidar com rigor e respeito talvez exija escutar quem foi silenciado por tanto tempo.

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E aí, o que você achou?

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