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Mesmo após a transformação digital do setor, mulheres ainda são minoria no topo das finanças. Entenda o que esse dado revela. 📊

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Mulheres ocupam apenas 20% dos cargos de liderança no mercado financeiro brasileiro. 📊 E isso acontece num setor que se reinventou com fintechs, bancos digitais e novos meios de pagamento. O que ainda trava a chegada delas ao topo? 🧵

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Primeiro, vale separar crescimento de transformação. O mercado ficou mais tecnológico e acessível para clientes, mas inovação não garante, por si só, mudanças na composição de quem decide estratégias, investimentos e contratações.

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Liderança não é só ter um cargo de chefia: envolve poder de definir produtos, distribuir orçamento, formar equipes e influenciar a cultura das empresas. Com só 20% de mulheres nesses postos, há um desequilíbrio relevante de representação.

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O caso de Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, mostra como lideranças femininas podem ganhar escala num ambiente historicamente dominado por homens. Mas exemplos individuais são importantes — e ainda não substituem uma mudança estrutural no setor.

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Na prática, ampliar essa presença passa por critérios transparentes de promoção, metas de diversidade, processos seletivos menos enviesados e redes de mentoria. Também exige olhar para a permanência: quem consegue conciliar carreira, cuidado e oportunidades de avanço?

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Há também um impacto de negócio. Equipes diversas tendem a enxergar públicos, necessidades e riscos por mais ângulos. Num país tão desigual e digitalizado, incluir mais mulheres nas decisões financeiras pode melhorar produtos e ampliar o acesso a serviços.

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O dado dos 20% é menos um ponto de chegada do que um alerta: modernizar o sistema financeiro não é apenas trocar agências por aplicativos. É ampliar quem participa das decisões que moldam crédito, investimento e consumo no Brasil.

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