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Resumo em 10 segundos

🚍 A Câmara aprovou um protocolo para acolher e encaminhar denúncias de assédio e importunação sexual no transporte público. O desafio agora é fazê-lo funcionar na rotina de quem usa ônibus. 🧵

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Porto Alegre aprovou um protocolo contra assédio e importunação sexual no transporte público 🚍🧵 A proposta prevê acolhimento, registro da ocorrência e acionamento da segurança quando trabalhadores forem informados por passageiros. Agora segue para sanção do Executivo.

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A medida ataca um problema que muitas passageiras conhecem: o assédio não termina no ato. Sem orientação, a vítima pode enfrentar medo, constrangimento e um sistema que não sabe a quem recorrer. Padronizar o atendimento é um passo básico — e necessário.

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O projeto, da vereadora Grazi Oliveira (PSOL), coloca trabalhadores do transporte no centro da resposta. Mas isso exige treinamento contínuo, protocolos claros e proteção para quem atende. Não basta transferir uma responsabilidade enorme a cobradores e motoristas sem suporte.

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Outro ponto relevante: empresas deverão disponibilizar informações sobre esses episódios dentro da padronização do atendimento. Transparência pode revelar onde, quando e como o problema ocorre — desde que os dados preservem as vítimas e não virem mera estatística de gaveta.

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Há uma pergunta decisiva: como o protocolo funcionará num ônibus lotado, à noite ou em trajetos periféricos? A política precisa prever canais acessíveis, resposta rápida e integração real com segurança pública, sem transformar a vítima em responsável por provar tudo sozinha.

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A aprovação é importante, mas não encerra o debate. Transporte público seguro não é só veículo em circulação: é mobilidade com dignidade. Um protocolo só terá valor se cada denúncia receber acolhimento, registro e consequência — do ponto ao terminal.

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