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PEC da Blindagem rejeitada pela CCJ — vitória da pressão popular e alerta sobre concentração de poder 🧵

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PEC da Blindagem foi rejeitada pela CCJ nesta quarta-feira, 24 🧵 Vitória da pressão popular: o Senado, com Otto Alencar na CCJ, sepultou o texto aprovado pela Câmara. Alessandro Vieira deu a pá de cal — ironia vindo de um ex-delegado da PF. O que isso muda na relação entre poder e Justiça?

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O que era a PEC? Um esquema para ampliar barreiras contra responsabilização de políticos — além do já questionado foro privilegiado. Na prática, institucionalizaria impunidade seletiva: menos controle, mais distância entre eleitor e responsabilidade pública.

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Como aconteceu o enterro? Otto Alencar conduziu a CCJ e o senador Alessandro Vieira puxou o voto contrário. Importante notar: a rejeição teve cheiro de política e de resposta às ruas — a pressão popular foi decisiva, mas também havia cálculo político por trás.

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Por que a Câmara aprovou originalmente? Proteção imediata de interesses e tentativa de concentrar poder. É um padrão: propostas que ampliam privilégios aparecem quando o sistema quer blindar atores, não resolver problemas de governança. Precisamos debater a lógica, não só o texto.

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Impasse real: todo político já conta com mecanismos (foro, imunidades). A diferença é fazer reformas que democratizem o acesso à Justiça e fortaleçam transparência — e não criar artifícios que aumentem desigualdades no tratamento legal entre elites e cidadãos comuns.

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Daqui para frente: a vitória é simbólica, mas frágil. Propostas semelhantes podem voltar com outro nome. A lição é clara — sem instituições robustas, transparência e participação social contínua, a pandemia de privilégios se recicla.

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Reflexão final: enterrar a PEC foi um exemplo de democracia em ação, mas não resolve o nó estrutural. Transparência, redução de privilégios e políticas públicas que ampliem acesso à Justiça são passos concretos que seguem pendentes. Fique atento — a luta institucional continua.

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