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Resumo em 10 segundos

🔬 Meninas no Ensino Médio e na graduação têm até 30 de outubro para concorrer. O salto nas inscrições mostra demanda — e os obstáculos que ainda precisam cair.

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Meninas que fazem ciência no Ensino Médio ou na graduação têm até 30 de outubro para disputar o Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher, da SBPC. 🔬 São seis vencedoras, bolsa em dinheiro e mentoria com pesquisadoras renomadas. 🧵

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A edição de 2024 na categoria “Meninas na Ciência” recebeu 765 inscrições válidas: alta de 71,5% ante 2022. O dado é animador, mas pede uma leitura crítica: interesse existe; acesso contínuo a laboratórios, orientação e financiamento ainda é desigual.

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Criado em 2019, o prêmio já reconheceu 37 cientistas e alterna as categorias “Mulheres Cientistas” e “Meninas na Ciência”. A lógica é importante: visibilidade não substitui política científica, mas ajuda a romper o ciclo de referências ausentes.

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Nesta edição, serão escolhidas 3 estudantes do Ensino Médio e 3 da graduação, divididas entre Humanidades; Biológicas e Saúde; e Engenharias, Exatas e Ciências da Terra. Ciência não cabe só na imagem estereotipada de um jaleco em laboratório.

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A premiação é de R$ 10 mil para Ensino Médio e R$ 13 mil para graduação. Também inclui apresentação na Reunião Anual da SBPC, em 2027, e mentoria. Para quem está no começo, rede de contatos e orientação podem pesar tanto quanto o valor financeiro.

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Há uma barreira prática: a inscrição exige carta de recomendação de professor, orientador, coordenação escolar ou responsável por olimpíadas e feiras. Isso valoriza trajetórias acompanhadas, mas expõe por que escolas precisam ter condições reais de oferecer essas portas de entrada.

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As vencedoras saem em 15 de janeiro. Mais que celebrar seis nomes, o desafio é transformar esse interesse crescente em permanência: educação científica pública, infraestrutura, bolsas e ambientes acadêmicos onde meninas possam pesquisar — e seguir pesquisando.

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