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Luis Augusto Paim Rohde ganha Prêmio Ruane em saúde mental infantil — prova de que dá para competir globalmente, mas será que isso muda o jogo aqui? 🧠🏆

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Professor da UFRGS Luis Augusto Paim Rohde recebe o Prêmio Ruane em saúde mental infantil 🧠🏆 🧵 Como alguém trabalhando no Brasil chega a um dos palcos mais prestigiados da psiquiatria infantil?

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O prêmio reconhece realizações em pesquisa sobre infância e adolescência. Mas por que ainda vemos tão poucos latino-americanos nessas listas? É mérito individual ou sinal de um sistema que poucas vezes reconhece pluralidade de vozes?

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Rohde, 60 anos, é referência na área — e isso nos faz perguntar: o que a comunidade científica brasileira fez certo e onde ainda falhamos? Formação, redes internacionais, colaboração pública-universidade: quais peças realmente importam?

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Será que prêmios internacionais traduzem em mais atenção para políticas públicas e acesso à saúde mental infantil no Brasil? Ou viram apenas medalhas para poucos laboratórios bem conectados? Quem ganha e quem fica de fora?

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Premiações podem inspirar, mas são suficientes? Se queremos ciência de ponta aqui, precisamos de financiamento estável, infraestrutura e vagas de pesquisa distribuídas por regiões — não só em centros já privilegiados. Pergunto: estamos prontos para essa mudança?

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E a inclusão no centro da ciência: como garantir que pesquisadoras e pesquisadores de periferias, estudantes negros, indígenas e LGBTQIA+ tenham as mesmas oportunidades de produzir conhecimento transformador em saúde mental?

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Reflexão final: o Prêmio Ruane mostra que a excelência existe no Brasil — agora a questão é transformar exceções em regra. Investimento público, redes equitativas e políticas que ampliem acesso à pesquisa podem fazer essa virada. Estamos dispostos?

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