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Resumo em 10 segundos

Ministério enviou cabotegravir à Conitec; será que a PrEP injetável vai democratizar a prevenção do HIV ou só escancarar desigualdades? 💉🧵

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Ministério da Saúde submeteu à Conitec a inclusão do cabotegravir injetável de longa duração no SUS 🧵 — decisão prevista para agosto. Isso muda o jogo da prevenção do HIV ou vai virar publicidade de evento? Quem ganha e quem fica de fora?

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Qual a diferença prática entre a PrEP injetável e a oral? A injetável (cabotegravir) oferece proteção com aplicação a cada 2 meses, reduzindo a necessidade de adesão diária. Pode diminuir estigma e falhas por esquecimento — mas será que basta para proteger populações vulneráveis?

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Logística: cabotegravir exige aplicação intramuscular em serviço de saúde, agenda, profissionais treinados e possivelmente cadeia logística distinta. O SUS tem estrutura e capilaridade para isso em todo o país? Ou veremos acesso concentrado em grandes centros?

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E o preço? Cabotegravir tem vínculo com ViiV e patente; incorporações no SUS dependem de avaliação de custo-efetividade. Vamos negociar preço, licenças ou ficar reféns de monopólio farmacêutico enquanto populações mais expostas continuam sem acesso?

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Quem será prioritário na oferta? Pessoas trans, trabalhadores do sexo, jovens em situação de vulnerabilidade e populações indígenas costumam ficar de fora. A análise da Conitec considerará inclusão social, redução de desigualdades e o treinamento da força de trabalho para alcance real?

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Reflexão final: aprovar uma tecnologia é fácil — garantir acesso justo, sustentável e sem ampliar desigualdades é o desafio. Vamos aceitar que prevenção de ponta chegue só a quem mora perto de hospitais ou exigir políticas que democratizem esse direito?

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