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Resumo em 10 segundos

A fatia dos fundos de participações em fusões e aquisições despencou para 5,2% em 2026. O que isso revela sobre juros, Bolsa e poder de compra das empresas? 📉

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Fundos de private equity entraram em só 5,2% das transações de fusões e aquisições no Brasil em 2026 — ante 12,8% em 2025 e 27,3% em 2019. 📉 O modelo que ajudou a redesenhar empresas perdeu fôlego. 🧵

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A explicação central é financeira: private equity costuma comprar empresas usando alavancagem, isto é, dívida. Com juros elevados, o custo dessa estratégia sobe e o retorno esperado encolhe. Não é falta de capital; é falta de uma equação que feche.

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Há também um gargalo na saída. Fundos compram, tentam expandir o negócio e precisam vender depois — frequentemente via IPO. Mas a janela de aberturas de capital no Brasil segue praticamente fechada há cinco anos, limitando essa rota.

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O problema é global: segundo a Bain & Company, os fundos acumulam um recorde de 32 mil empresas à venda, avaliadas em US$ 3,8 trilhões. Quando muitos ativos buscam comprador ao mesmo tempo, aumentam a pressão por descontos e por saídas alternativas.

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Quem está ocupando esse espaço? Investidores estratégicos: empresas que compram concorrentes, fornecedores ou novas capacidades. A participação deles saltou de 87,2% para 94,8% das transações. Há interesse estrangeiro, inclusive da China e do Oriente Médio.

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Essa substituição merece atenção: compradores estratégicos podem trazer investimento produtivo e escala, mas também elevar concentração em setores já dominados por poucos grupos. Regulação concorrencial e transparência são tão importantes quanto celebrar o volume de negócios.

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Carlyle deixou o país, CPPIB reduziu presença e gestores locais, como o Pátria, diversificam ou vendem ativos. A queda do private equity não significa o fim do M&A; sinaliza que o capital mudou de rota. A questão é se essa nova rota ampliará inovação e competição — ou concentração.

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