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Resumo em 10 segundos

Do programa dos anos 70 aos híbridos flex: R$140+ bi em jogo e 85% da frota equipada — o Brasil virou exceção global. 🚗🧠

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Proálcool transformou o Brasil em referência: hoje 85% da frota é flex e montadoras planejam absorver mais de R$ 140 bilhões em investimentos — isso é só sorte histórica ou estratégia econômica? 🚗🧵

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Resumo rápido: nos anos 70, o Proálcool reduziu dependência do petróleo e viabilizou uma cadeia industrial local (engenhos, autopeças, oficinas). Financeiramente, isso virou um ecossistema que agora atrai grandes aportes — mas quanto disso é risco concentrado?

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A aposta atual é em híbridos flex: combinar etanol/gasolina com assistência elétrica. Para as montadoras, é hedge contra importação intensa de baterias. Do ponto de vista financeiro, há vantagens competitivas — porém preços da cana, clima e câmbio introduzem volatilidade séria.

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Comparativo global: enquanto o mundo corre para elétricos puros, o Brasil tem custo de infraestrutura e uma vantagem natural no etanol. Isso atrai investimentos, mas também levanta dilemas — adiamos descarbonização ou encontramos uma transição inclusiva e realista?

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Para onde vão os R$140+ bi? Fábricas, P&D em motores flex/híbridos, cadeia de autopeças, logística e incentivos fiscais. Isso fortalece conteúdo local e empregos, mas pode concentrar ganhos em grandes players — transparência e políticas públicas são vitais.

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Reflexão final: o Proálcool provou que política industrial rende resultados econômicos. O próximo passo é alinhar rentabilidade com sustentabilidade ambiental, proteção dos trabalhadores do campo e regulação que favoreça competição e acesso — sem isso, o investimento vira aposta frágil.

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