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💧 Água potável, esgoto e resíduos entram no centro da saúde indígena. O novo programa mira um déficit que atinge 95,6% da população em terras indígenas.

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💧 O Programa Nacional de Saúde Indígena (PNSI) foi lançado com R$ 187 milhões previstos para 2026. O foco é ampliar água potável, esgotamento sanitário e manejo de resíduos em territórios indígenas. 🧵

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O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Brasília, com representantes indígenas de várias regiões. A coordenação será da Sesai, em articulação com o Ministério dos Povos Indígenas e outras instituições.

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A divisão dos recursos prevista para 2026: R$ 132 milhões para abastecimento de água; R$ 36 milhões para esgotamento sanitário; e R$ 19 milhões para manejo de resíduos sólidos.

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O tamanho da lacuna é expressivo: segundo o Censo 2022 do IBGE, 95,6% da população indígena em terras indígenas não tinha ao menos uma condição adequada de saneamento.

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Isso corresponde a 120,4 mil domicílios e 545,7 mil pessoas afetadas por problemas no abastecimento de água, na destinação do esgoto ou do lixo. Saneamento, nesse contexto, é prevenção de doenças e condição básica de dignidade.

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O PNSI responde à Recomendação nº 4/2026 do Consea, aprovada em março após defesa da conselheira Caroline Terena. O lançamento ocorreu na semana do Acampamento Terra Livre 2026, que reuniu lideranças indígenas em Brasília.

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O desafio agora é transformar investimento em obras e serviços permanentes, com participação das comunidades e respeito às especificidades de cada território. Água segura e saneamento não são benefícios extras: são bases da saúde pública.

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