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🏥 Cortar impostos e ampliar a saúde pública pode soar simples na campanha — mas exige uma conta clara para não pressionar o orçamento.

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Flávio Bolsonaro (PL-RJ) promete reajustar a tabela do SUS e cortar impostos. 🏥🧵 A proposta coloca uma pergunta central no debate: como ampliar um gasto permanente em saúde enquanto se fala em ajuste fiscal?

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Primeiro, o que é a tabela do SUS? É a referência de pagamento por consultas, exames, cirurgias e outros serviços realizados por hospitais e clínicas conveniados. Quando ela fica defasada, prestadores alegam dificuldade para manter atendimento.

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Reajustá-la pode fortalecer a rede pública e reduzir gargalos de acesso, especialmente onde faltam hospitais e especialistas. Mas isso eleva despesas recorrentes: não é um gasto pontual, e sim uma obrigação que tende a se repetir ano após ano.

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Ao mesmo tempo, cortar impostos reduz arrecadação — salvo se houver compensação. Na prática, uma proposta fiscal consistente precisa responder: qual tributo cairá, quanto custará e de onde virá a receita ou a economia equivalente?

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Há alguns caminhos possíveis: rever renúncias fiscais ineficientes, combater desperdícios, redesenhar gastos ou criar fontes de receita. Cada escolha tem efeitos diferentes sobre famílias, empresas, serviços públicos e a desigualdade no acesso à saúde.

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O ponto levantado pela análise é a falta de detalhamento desse financiamento. Prometer eficiência é importante, mas orçamento público exige números, prioridades e transparência — sobretudo quando a medida afeta um sistema usado por milhões de brasileiros.

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A discussão não é só sobre gastar mais ou menos. É sobre decidir quem paga, quem é protegido e como garantir que recursos cheguem ao atendimento. Saúde pública e equilíbrio fiscal deixam de ser slogans quando a conta vem acompanhada do plano.

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