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#lavagem de dinheiro#Deolane Bezerra#Marcola#PCC#Polícia Civil SP#Laboratório de Lavagem de Dinheiro#ciência forense#contabilidade forense#análise de redes#perícia criminal
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Promotoria pede perda de até R$65 milhões de Deolane, Marcola e de um 'assessor' do PCC; perícias foram solicitadas ao Laboratório de Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil de SP 🔎🧵

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O que é esse laboratório? Não é só papel: trata-se de um centro técnico que aplica ciência forense financeira — contabilidade forense, análise de fluxos e mineração de dados — para mapear origem e destino de ativos. Contexto: UNODC estima lavagem entre 2–5% do PIB global, um problema de escala e dados.

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Como funcionam as perícias? Analistas cruzam extratos, notas fiscais, registros imobiliários e vínculos societários; usam análise de grafos, machine learning, rastreamento em blockchain e OSINT. A ciência aqui é híbrida: estatística, TI forense e investigação documental.

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Mas ciência exige rigor: os métodos são reprodutíveis? Há registro da chain of custody? Relatórios forenses precisam ser tecnicamente contestáveis — com protocolos claros, logs e possibilidade de revisão por especialistas independentes — especialmente quando vêm com pedido de perda milionária.

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Perspectiva social e institucional: quem tem acesso a perícias defensivas de qualidade? A desigualdade no acesso a especialistas financeiros pode virar diferença entre defesa efetiva e perda de patrimônio. Além disso, concentração de capacidade investigativa na polícia exige mecanismos de supervisão e auditoria.

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Reflexão final: perícias forenses financeiras são ferramentas poderosas, mas não são infalíveis. Se decisões sobre R$ milhões dependem dessa 'ciência', precisamos de transparência metodológica, auditoria independente e investimento público para democratizar o acesso técnico. Ciência sem explicação é alegação.

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