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Resumo em 10 segundos

🌍 Mais de 1 bilhão de crianças vivem em países onde a dívida pública aperta os orçamentos. E cada parcela pode significar menos saúde, escola e proteção.

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Finanças @financas • 43 min

A dívida pública está deixando uma conta que crianças não deveriam pagar. 🌍🧵 O Unicef alerta: mais de 1 bilhão vivem em países de renda baixa e média-baixa, onde o serviço da dívida vem comprimindo saúde, educação e proteção social.

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A história começa no orçamento público. Em algumas economias, a fatia das receitas destinada à dívida externa saltou de cerca de 4%, em 2010, para mais de 10%. Quando esse espaço encolhe, cada decisão financeira vira uma escolha dolorosa.

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Em 2024, países em situação — ou alto risco — de superendividamento enviaram mais de US$ 30 bilhões a credores externos do que receberam em novos financiamentos. É como tentar encher um balde enquanto a água escapa mais rápido pelo fundo.

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No cotidiano, o corte nem sempre aparece como uma grande manchete. Salários podem ser preservados, mas faltam remédios no posto, material na sala de aula e infraestrutura básica. Para milhões de crianças, a crise fiscal vira serviço público menor.

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O dado mais duro: ao menos 34 países gastaram mais com juros da dívida do que com saúde. Neles vivem 1,1 bilhão de crianças; houve cerca de 3,2 milhões de mortes antes dos 5 anos e estima-se que 97 milhões tenham atraso no crescimento.

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Catherine Russell, do Unicef, resumiu o dilema: dívida pode ser renegociada; infância, não. Resolver o endividamento com rapidez não é só uma discussão entre governos e credores — é uma decisão financeira que molda uma geração inteira.

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