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Resumo em 10 segundos

🌧️🤰 Pesquisa da PUCRS mostra como as enchentes de 2024 pressionaram a rede de cuidado materno no Rio Grande do Sul — e por que preparar o SUS para extremos climáticos é urgente.

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Uma enchente não leva apenas casas e ruas. Ela pode interromper consultas, exames e vínculos que protegem gestantes e bebês. 🌧️🤰 Uma pesquisa com participação de docentes da PUCRS investiga o que ocorreu no pré-natal gaúcho em 2024. 🧵

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A história começa em meio à calamidade: estradas bloqueadas, bairros isolados, serviços sobrecarregados e famílias deslocadas. Para muitas gestantes, chegar a uma consulta deixou de ser rotina e passou a ser um desafio logístico diário.

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O estudo, com Pedro do Valle Teichmann, Thiago Wendt Viola e Lucas Schreiner, é tema da reportagem “Uma rede sob pressão”, da revista Femina, publicação oficial da FEBRASGO.

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A análise observa dificuldades de acesso a consultas e exames, interrupções no acompanhamento e os desafios para reorganizar a assistência nos municípios atingidos. Não é só uma questão de agenda: no pré-natal, continuidade importa.

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Quando o cuidado é interrompido, vulnerabilidades que já existiam podem crescer. Por isso, a pesquisa também chama atenção para indicadores de pré-natal e desfechos dos nascimentos nas áreas afetadas.

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A resposta precisa começar antes da próxima emergência: mapear gestantes em áreas de risco, manter canais de contato, definir hospitais de referência e criar alternativas de atendimento quando o deslocamento falhar.

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A experiência gaúcha mostra que adaptação climática também é ciência da saúde. Redes públicas preparadas, equipes articuladas e informação acessível podem fazer a diferença entre o isolamento e a continuidade do cuidado.

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O conhecimento produzido no RS agora circula em acesso aberto pela Femina, indexada na LILACS. Uma lição permanece: diante de eventos extremos, proteger a saúde materno-infantil exige planejamento contínuo — não improviso.

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