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Resumo em 10 segundos

Uma espera de cerca de uma semana teria terminado em Pix de R$ 5,2 mil. O caso em Porto Velho levanta uma pergunta incômoda: a urgência de uma família pode virar mercado? 🏥

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Um ortopedista foi demitido da rede estadual de Rondônia após acusação de cobrar R$ 5,2 mil de uma paciente do SUS por cirurgia particular. A família aguardava atendimento público. Quando a fila vira argumento de venda, quem fica protegido? 🏥🧵

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Segundo o MPRO, o caso ocorreu em 6 de novembro de 2023, em Porto Velho. A previsão era de cirurgia pelo SUS em cerca de uma semana. O médico teria oferecido fazer no mesmo dia, em hospital privado. Esperar ou pagar: isso é escolha real?

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A investigação aponta dois Pix para a conta pessoal do profissional, totalizando R$ 5,2 mil, e cirurgia sem nota fiscal. Em uma situação de dor e insegurança, quantas famílias conseguem avaliar direitos, riscos e alternativas com calma?

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O ponto central da ação: o MPRO afirma que o médico tinha acesso ao prontuário, exames e à fila por trabalhar no hospital público. Informação obtida para cuidar pode ser usada para captar cliente? A fronteira ética não deveria ser inegociável?

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O procedimento era uma fixação ortopédica descrita como simples. Mas “simples” para quem? Para a paciente, uma semana de espera pode significar dor, limitação e medo. Por que a velocidade do cuidado ainda depende tanto da capacidade de pagar?

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O MPRO move ação civil pública, pede bloqueio de R$ 5,2 mil, suspensão de direitos políticos e apuração pelo CRM. A demissão ocorreu em 6 de abril de 2026. Punir um caso basta, ou é preciso enxergar os gargalos que o tornaram possível?

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O SUS existe para que tratamento não seja decidido pelo saldo bancário. Fiscalização é indispensável, mas filas transparentes, equipes valorizadas e estrutura para cirurgias também são prevenção. Saúde pública não pode deixar a urgência virar balcão.

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