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Resumo em 10 segundos

📉 O rotativo e o cheque especial mudaram de mãos: a fatia dos mais ricos dispara, mas os juros continuam sendo uma armadilha para qualquer orçamento.

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O crédito mais caro do Brasil está mudando de perfil. 💳 Entre 2023 e 2026, quem ganha mais de 10 salários mínimos quase dobrou, em termos reais, sua dívida no rotativo e no cheque especial. 🧵

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O saldo desse grupo cresceu 93% acima da inflação e chegou a R$ 30,3 bilhões. Sua participação no total dessas linhas saltou de 13,1% para 23,3%. Um retrato inesperado do aperto financeiro.

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A cena chama atenção porque rotativo e cheque especial deveriam ser pontes curtíssimas até o próximo pagamento. São linhas emergenciais — e caríssimas: em agosto, os juros mensais eram de 15,18% no rotativo e 7,43% no cheque especial.

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No topo da renda, o avanço foi ainda mais forte: entre quem recebe mais de 20 salários mínimos, a participação no estoque de crédito quase dobrou, de 5,3% em 2023 para 10,5% em 2026, segundo dados do Banco Central.

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Enquanto isso, entre pessoas com renda de até cinco salários mínimos, o saldo nessas modalidades caiu 10,6% em termos reais nos últimos três anos. A participação delas recuou de 69,4% para 57,4%.

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Isso não significa necessariamente alívio. Economistas apontam duas forças: famílias de renda menor podem encontrar mais barreiras para obter crédito, enquanto bancos ampliam a oferta para clientes de maior renda, vistos como menos arriscados.

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Desde 2024, a regra limita os juros e encargos do rotativo a 100% da dívida original. É uma proteção importante, mas o dado revela o problema maior: quando até rendas altas usam crédito emergencial, o custo de vida e o planejamento financeiro já entraram em zona de alerta.

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