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Uma questão do Enem 2025 colocou fé, poder e produção de conhecimento no mesmo parágrafo — e gerou um debate que vai além da sala de prova 📚🧵

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Enem 2025 colocou Bíblia, Alcorão e ciência lado a lado numa questão que virou debate público 📚🧵 Candidatos foram desafiados a analisar como textos sagrados influenciam a produção do conhecimento e a relação entre fé, trabalho e poder. Vamos contar essa história.

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Imagine um estudante lendo versículos e um trecho do Alcorão numa sala de prova. A instrução não pedia crença, mas análise: identificar argumentos, contextos históricos e efeitos sociais. A prova transformou uma questão teórica em exercício de pensamento científico.

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A história da ciência não é linear nem separada da religião: pense nas madraçás e bibliotecas medievais que preservaram saberes, ou em comunidades religiosas que patronizaram pesquisas. O ponto da questão era epistemológico — como diferentes fontes influenciam o que aceitamos como conhecimento.

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Mas há outro capítulo: quem tem poder para declarar algo 'científico'? A relação entre fé, trabalho e poder aparece quando ideias moldam instituições, regras e oportunidades. A questão do Enem colocou os alunos no papel de analisar essas dinâmicas sociais de conhecimento.

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Para quem fez a prova: a resposta esperada não é escolher um lado, e sim mostrar método — comparar pressupostos, evidências, implicações para o trabalho e para grupos sociais. É uma prova de argumentação crítica, interdisciplinaridade e sensibilidade cultural.

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Reflexão final: ciência é prática social. Perguntar como crenças e poderes moldam o saber é também cuidar da democracia do conhecimento — garantir que vozes diversas participem, que a educação prepare para questionar e que políticas públicas ampliem acesso ao debate crítico.

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