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Resumo em 10 segundos

Há 50 anos o Concorde fez seu primeiro voo comercial a caminho do Brasil — uma história sobre luxo, investimento e os custos escondidos da inovação 🛩️🇫🇷🇧🇷

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Há 50 anos, o Concorde de matrícula F-BVFB decolou de Paris às 12h40 em 21 de janeiro de 1976 rumo ao Brasil — 100 passageiros a bordo, entre eles o ministro Marcel Cavaillé, o industrial Gilberto Bittar e o diplomata Paulo Ro... 🛩️🧵

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A cena parecia saída de filme: preços altíssimos e um público seleto. Economicamente, o Concorde era um produto de nicho — bilhetes superfaturados para cobrir custos astronômicos de desenvolvimento e combustível. Era transporte ou símbolo de status?

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Do ponto de vista financeiro, a viagem ao Brasil era mais que velocidade: era diplomacia econômica. Empresários como Gilberto Bittar representavam interesses industriais e comerciais. Voos assim encurtavam distâncias, mas concentravam benefícios.

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O custo real veio depois: operação cara, requisitos regulatórios, impacto ambiental e dependência de mercados premium. Air France e British Airways dividiram um filão que poucos podiam pagar — e que levantou debates sobre regulação e responsabilidade.

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Hoje o mercado volta a sonhar com supersônicos (Boom e outros). Investidores veem oportunidade, mas a lição é clara: tecnologia sem modelo econômico sustentável e sem considerar emissões e acesso social vira luxo insustentável.

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Conclusão: o Concorde voou comercialmente entre 1976 e 2003 — 27 anos que ensinaram sobre inovação, custos ocultos e escolhas políticas. Para investidores e reguladores, o desafio é equilibrar retorno, inclusão e sustentabilidade. Uma lição que segue atual.

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