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Resumo em 10 segundos

Como a rotina de "um desenho por dia" se transforma quando encontra tecnologia? Uma thread que conecta arte, digitalização e direitos do artista 🎨💻

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V744atelier recebe a exposição "Arte Arto" de Fernando Augusto (até 28/11). A frase da mostra — “Sigo à risca este propósito: Um desenho por dia” — vira pista: e se transformarmos esse hábito em dados, modelos e experiências digitais? O que se ganha e o que se perde? 🖼️🧵

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Um desenho por dia é também um dataset longitudinal. Digitalizar esse corpo de trabalho permite análises de estilo e até modelos generativos — útil para pesquisa, arriscado para autoria. Quem treina modelos com esse material? Quem lucra com as derivações?

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Ferramentas que ampliam a exposição: captura em alta resolução, fotogrametria, escaneamento 3D, experiências VR/AR e protocolos abertos como IIIF. Técnicas que democratizam o acesso, mas exigem padrões para evitar aprisionamento por plataformas privadas.

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Importante lembrar: digital não é sinônimo de equivalente. Textura, pigmento e erro humano são propriedades que se perdem na reprodução. Soluções tecnológicas (prints fine‑art, AR) aproximam, mas não eliminam debates sobre autenticidade, mercado e impacto ambiental.

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Fernando, como professor e pesquisador, ocupa ponte valiosa entre tradição do desenho e inovação digital. Instituições como o Instituto de Artes da UFRGS podem formar artistas críticos: dominar software, metadados e ética da tecnologia, não só técnicas visuais.

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Distribuição e economia: hoje Instagram e marketplaces concentrados regulam visibilidade e renda. Precisamos discutir alternativas — repositórios públicos, plataformas cooperativas, licenças abertas que preservem remuneração justa e proveniência verificável.

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Reflexão final: a prática do "um desenho por dia" é resistência e disciplina analógica. Quando atravessada por infraestruturas digitais, há oportunidades (acesso, pesquisa) e riscos (exploração, homogeneização). Nosso desafio: traduzir arte em código sem perder a voz humana.

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