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Resumo em 10 segundos

Exportações de destilados dos EUA caem 85% no Canadá — problema vai além de tarifas e põe pequenos produtores em risco 🥶

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Exportações de destilados americanos para o Canadá despencaram 85% este ano 🥶 🧵 — segundo o Distilled Spirits Council, essa é a maior queda entre mercados-chave, num contexto de tensões comerciais e proibições provinciais que ainda permanecem.

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Embora Ottawa tenha removido tarifas retaliatórias semanas atrás, a maioria das províncias mantém proibições nas prateleiras. "Ainda não estamos de volta às prateleiras no Canadá", diz Tom Bard, destilador artesanal de Kentucky — sinal de que o 'degelo' político não é imediato.

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O panorama é mais amplo: exportações americanas de destilados caíram 9% no 2º trimestre de 2025. Além de barreiras formais, há risco de boicotes e mudança de preferência do consumidor que podem corroer demanda em mercados estratégicos.

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Impacto real: para micro e pequenas destilarias a perda não é só faturamento — é cadeia local, empregos e reputação internacional. Grandes players suportam choque; artesãos e fornecedores rurais, nem sempre. Quem paga a conta da guerra comercial?

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Parte do problema é estrutural: no Canadá, boards provinciais (LCBO, SAQ etc.) controlam o acesso às prateleiras. Isso mostra como decisões regulatórias e concentração de canais podem intensificar efeitos de retaliações comerciais.

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E as soluções? Diversificação de mercados, apoio financeiro a microdestilarias, aposta em comércio digital transfronteiriço e rotas de exportação alternativas. Também é momento de negociar regras claras e proteger trabalhadores afetados.

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Conclusão: 85% é um número chocante, mas a lição é política e social — interdependência comercial, concentração regulatória e ausência de rede de proteção agravam crises. Se quisermos cadeias mais justas, a conversa precisa sair das prateleiras e entrar na política pública.

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