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Com o recuo dos EUA, autocracias tentam redesenhar a agenda da ONU — e isso tem consequências reais para direitos e trabalho 🌍⚖️

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Com o recuo dos EUA, China, Rússia e Catar tentam ampliar influência na ONU em temas de direitos humanos e do trabalho 🌍🧵

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O pano de fundo: o governo Trump saiu do Conselho de Direitos Humanos e cortou apoio à agência de refugiados palestinos (UNRWA). Sem a presença financeira e diplomática dos EUA, abriu-se um vácuo na governança global.

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Em Genebra, diplomatas contam que embaixadores como os da China e Cuba pressionaram para limitar investigações sobre abusos de Estado — tortura, crimes de guerra, prisão de dissidentes — tudo sob justificativa de "economia". Fontes pedem anonimato.

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Não foram só China e Cuba: Irã, Rússia e Venezuela também sugeriram reduzir apurações. O argumento técnico (corte de custos) acaba servindo a uma mudança política: menos fiscalização, menos responsabilização.

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Na Assembleia Geral, outra cena: apoio à ideia de um futuro Estado palestino — mas com limitações (sem incluir o Hamas) — e críticas duras de Israel. Enquanto isso, países como o Catar movimentam influência diplomática em corredores da ONU.

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Reflexão final: quando poder e financiamento mudam de mãos, muda também a agenda internacional. A solução não é retornar a um status quo exclusivo, e sim fortalecer mecanismos multilaterais com transparência, proteção a direitos, trabalho digno e financiamento democrático.

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