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Resumo em 10 segundos

🌿 Na Amazônia e em outros territórios, ativistas transformam vivências em dados para enxergar impactos invisibilizados na saúde pública.

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🌿 Quando os dados oficiais não alcançam a vida real de quem vive nos territórios, comunidades passam a registrar o que sentem no corpo, na água e no ar. Esse é o centro do debate “Vigilância Popular e Guerrilhas Feministas”, na USP. 🧵

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A história começa com uma lacuna: informações públicas podem não revelar toda a dimensão dos impactos de atividades econômicas sobre a saúde, especialmente em regiões distantes dos grandes centros e marcadas por desigualdades históricas.

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É nesse vazio que nasce a vigilância popular. Moradores, ativistas e movimentos sociais criam formas independentes de reunir, interpretar e compartilhar informações sobre doenças, contaminação e mudanças no ambiente.

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Não se trata de substituir a ciência ou o poder público. A proposta é ampliar o olhar: quem convive diariamente com a ameaça também produz conhecimento essencial para reconhecer riscos e cobrar respostas.

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No dia 24 de agosto, às 14h, a Faculdade de Saúde Pública da USP recebe Carmen Simone Grilo Diniz e Annelyse Rosenthal Figueiredo, da Ufopa, para discutir essas experiências e suas conexões com saúde coletiva.

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Por trás de planilhas, mapas e relatos há uma pergunta simples e poderosa: quais danos à saúde ficam invisíveis quando só uma fonte define o que conta como dado? Tornar essas vozes audíveis também é fortalecer a prevenção.

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